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Transtorno Bipolar - Muito Além das Oscilações de Humor

  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

No senso comum, costuma-se rotular como "bipolar" qualquer pessoa que mude de ideia ou de humor rapidamente. No entanto, para a psicologia clínica e a psiquiatria, o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é uma condição crônica que afeta a regulação da energia, do pensamento e até do afeto. Não se trata de uma "mudança de gênio repentina", mas de episódios distintos que podem durar dias, semanas ou meses, impactando drasticamente a vida de quem vive com o transtorno e precisa manter sua funcionalidade social e profissional, além de afetar as relações e pessoas próximas.


Entendendo os Tipos de Bipolaridade

O espectro bipolar é dividido em categorias principais, cada uma com características e necessidades terapêuticas específicas:


1. Transtorno Bipolar Tipo I

É a forma clássica. Caracteriza-se por pelo menos um episódio de Mania. Na mania, o indivíduo apresenta euforia extrema, grandiosidade, falta de sono sem cansaço, fala acelerada e comportamentos de risco (compras compulsivas, agressividade, abuso de substâncias ou hipersexualidade). Em casos graves, pode haver psicose e necessidade de internação.


2. Transtorno Bipolar Tipo II

Aqui, o indivíduo nunca atinge a mania plena, mas sim a Hipomania. É uma versão mais “branda” da euforia, mas ainda problemática, muitas vezes confundida com um período de alta produtividade e animação. No Tipo II, a marca registrada são episódios de Depressões profundas e prolongadas, que costumam ser o motivo pelo qual o paciente busca apoio psicólogo. Em alguns casos o paciente tende a apresentar comportamentos de risco e risco de tentativa de suicídio.


3. Transtorno Ciclotímico

É uma forma mais leve, porém crônica. O sujeito tende a viver em uma "montanha-russa" de sintomas hipomaníacos e depressivos que não são graves o suficiente para um diagnóstico de Tipo I ou II, mas que causam instabilidade constante nas relações e no trabalho, as variações podem ser diárias, semanais ou mensais.


A Importância Crucial da Psicoterapia

Diferente de outras condições, o tratamento do TAB é obrigatoriamente multidisciplinar. Sendo o medicamento (estabilizadores de humor) o alicerce biológico fundamental para o tratamento e a psicoterapia é a estrutura que permite ao paciente construir uma vida estável, reconhecendo sintomas e formas de manejá-los.

Na Aliança Espaço Terapêutico, o trabalho Psicológico é voltado para:

  • Psicoeducação: O paciente e sua família aprendem a identificar os "pródromos" (sinais precoces) de uma crise de mania ou depressão. Antecipar a crise é o que evita possíveis “surtos”.

  • Higiene do Ritmo Social: O cérebro bipolar é extremamente sensível a mudanças de rotina. A terapia ajuda a estabilizar horários de sono, alimentação e trabalho — o que é um desafio na rotina de muitas pessoas com a realidade do mundo atual.

  • Manejo de Danos: Tratar as sequelas emocionais causadas pelos episódios, como dívidas feitas na mania, culpa e prejuízos socioemocionais por comportamentos inadequados ou o isolamento causado pela depressão.

  • Aderência ao Tratamento: O maior risco do TAB é o abandono da medicação quando o paciente se sente "bem". O psicólogo atua na conscientização sobre a importância da manutenção do tratamento a longo prazo.


Nota do Especialista: O diagnóstico de bipolaridade não é uma sentença de instabilidade eterna. Com o acompanhamento correto, o indivíduo pode ter uma vida plena, produtiva e equilibrada. Na Aliança espaço Terapêutico temos psicólogos especializados e muito experientes no acompanhamento do transtorno Bipolar.

 
 
 

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