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Violência Psicológica contra a Mulher: As Cicatrizes que os Olhos Não Veem

  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

Violência Psicológica contra a Mulher: As Cicatrizes que os Olhos Não Veem

Muito diferente da violência física, que deixa marcas mais evidentes, a violência psicológica costuma ser silenciosa, progressiva e muitas vezes, invisível para quem está de fora da relação ou até mesmo para quem a sofre. No entanto, as consequências geradas para a saúde mental são devastadoras. Precisamos reforçar no campo da psicologia e do direito, que a dor emocional

não é "frescura", mas sim um dano à integridade psíquica garantido por lei.

O que configura a Violência Psicológica?

Desde 2021, a violência psicológica contra a mulher é crime previsto no Código Penal (Art. 147-B). E pode se manifestar através de comportamentos que causam dano emocional e diminuição da autoestima da mulher agredida, como:

  • Controle e Vigilância: Monitorar celular, redes sociais, roupas e amizades.

  • Humilhação e Ridicularização: Fazer a mulher se sentir incapaz, "burra" ou feia, especialmente na frente de terceiros.

  • Isolamento: Afastar a mulher de sua rede de apoio (família e amigos).

  • Chantagem e Manipulação: Usar os filhos ou a estabilidade financeira para manter a mulher submissa.

O Ciclo da Violência

Na Zona Oeste do Rio, assim como em outras regiões do Brasil muitas mulheres enfrentam barreiras adicionais para romper o ciclo da violência, como a dependência financeira ou o medo do julgamento social em comunidades onde são conhecidas.

O agressor, muitas vezes pode alternar momentos de explosão com momentos de "lua de mel", o que confunde a percepção da vítima e gera o que chamamos de vínculo traumático ou dinâmica adoecida. A mulher pode passar a acreditar que, se ela "melhorar", o agressor voltará a ser aquela pessoa carinhosa do início.

O Papel da Psicologia no Acolhimento e Denúncia

A busca por um psicólogo em Bangu zona oeste do Rio ou em outras regiões do Brasil, assim como Terapia online é, muitas vezes, o primeiro espaço seguro onde a mulher consegue verbalizar o que está vivendo sem ser julgada e receber apoio psicológico. Na Aliança Espaço Terapêutico, nosso papel enquanto Psicólogos é:

  1. Fortalecimento da Identidade: Ajudar a mulher a recuperar a autonomia que foi fragmentada pelo abuso.

  2. Identificação do Abuso: Nomear os comportamentos do agressor, quebrando a "normalização" da violência.

  3. Rede de Apoio: Orientar sobre os canais de denúncia (Ligue 180) e o suporte jurídico necessário.

Importante: Se você se sente controlada, humilhada ou ameaçada, você não está sozinha. A violência psicológica é a porta de entrada para outras formas de agressão. Romper o silêncio é o primeiro passo para retomar sua vida.

 
 
 

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